19 julho 2009

Actualização...


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E é fazer render o peixe... que mais, só pró ano. Ou então para comemorar, quando receber os quase 7 meses de salário em atraso. (still counting.....)

02 fevereiro 2009

Por terras de nuestros hermanos

E lá fomos nós na minha primeira incursão numa capital europeia que não a nossa. Madrid. Três dias de maratona de museus em que, confesso, quando cheguei ao Reina Sofia, já olhei para a arte contemporânea com pensamentos sombrios do género eu estava bem era no quentinho do hotel em ver de estar aqui a ver desvarios artísticos… que roçaram perigosamente o se isto é arte eu vou ali e já venho. Devia ser o cansaço a falar.

Eu que sou uma clássica gostei mesmo foi do Prado. Entre holandeses, italianos e muitos, muitos espanhóis rendi-me numa das últimas salas ao génio de Goya. Percorri o museu entre explicações rápidas de História da Arte ao meu desgraçadinho companheiro numa descoberta de tantas e tantas imagens que conheci e estudei em livros. E eis que entre retratos de mecenas aristocratas e burgueses ou das realezas, temas religiosos, campestres e do quotidiano e até mulheres com roupa ou sem ela (ah espera… a desnuda não estava lá, para tristeza da minha companhia…hihi) tudo de uma virtuosidade fantástica, em composições perfeitas e ortodoxas, com a perspectiva mais dominada ou menos dominada, aparecem uma série de telas que revelam um mundo de gente desfigurada, de ar grotesco, em composições surpreendentes, pinceladas fortes, com uma paleta de cores sombria, num resultado arrepiante. Esta parte eu não conhecia da História da Arte, não. Bem me enganaram. Eram as pinturas a fresco (mais tarde transpostas a tela) que o pintor, já entradote nos anos e bastante doente, fez nas paredes da quinta onde vivia. Revelam um pintor furiosamente a despejar nas paredes os sentimentos, numa expressividade que me tocou mais que o virtuosismo de outras obras. Uma delas, para mim, a mais surpreendente: uma cabeça de cão emerge, solitária, numa tela em que o vazio ocupa o espaço todo… Suponho que é Arte quando algo nos incomoda e nem sabemos porquê.

(Em baixo: «Dois Velhos comendo a sopa» e «Perro semihundido»)

11 novembro 2008

Lições de português

Ando a ler novo livro do Umberto Eco e são palavras novas a cada parágrafo. Como não tenho um dicionário de português (sim, é um escândalo, mas ando a poupar para comprar uma coisa a sério) ando munida de um bloquinho e caneta onde aponto as palavras que não conheço para, posteriormente, vir à net ver o significado.

Fiquem então com as quatro primeiras, com os cumprimentos de http://www.priberam.pt/:

Didascálico
adj.,
didáctico;
relativo a didascália;
diz-se do poema cujo objecto é a exposição de uma ciência ou doutrina;
que diz respeito ao título de uma obra.

Ctónio
adj.,
ctoniano;
qualificativo dos deuses infernais, por estarem debaixo da terra.

Redingote
do Fr. redingote < Ing. riding-coat, casaco de montar
s. m.,
casaco comprido, com a frente inteiriça;
espécie de sobrecasaca.

Catóptrico
adj.,
relativo à catóptrica.
do Gr. katoptriké, relativo a espelhos.
f.,
tratado da reflexão dos raios luminosos.

05 novembro 2008

Para mim foi uma lição

Eu tenho fraca opinião dos norte-americanos. É preconceito é verdade. Salvo áreas geográficas pontuais, imagino-os como uma cambada de ignorantes, centrados no seu próprio umbigo, tremendamente cheios de Deus (no pior sentido que a coisa pode assumir), moralistas hipócritas e atrasados em geral…
E eis que é este povo que acaba de eleger como seu representante máximo um homem negro.
E engulo o sapo porque cá nunca, mas nunquinha, um filho de um cabo-verdiano/angolano/moçambicano chegaria a tal sítio. Nunca um partido dos grandes apostaria num candidato assim e nós não votaríamos num africano (sim, porque continuaria a ser africano, jamais português).

27 outubro 2008

O que eu gosto destas coisas


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Epáaaaa.... isto tá mau.... Tenho que começar a ver se despacho os restantes 96,45%!!!

26 outubro 2008

A pérola

Num destes dias de árduo trabalho lá no aviário andámos a desenterrar pérolas dos idos 80. Esta é a minha eleita: do jeito sexy do vocalista, ao cabelo da Lenita, às camisas de todos eles.... lindo. São os Afonsinhos do Condado, para que conste.

Geração moderna

Pegando na nossa conversa de café e no teu post que só li posteriormente, andei a remoer, a remoer, a tentar perceber qual é minha real opinião sobre este assunto.

A verdade é que andamos todos meio perdidos. As relações deixaram de ser preto no branco, lógicas, e onde todos sabíamos que papel tínhamos que desempenhar (pelo menos em aparência). Desde que fomos admitindo que as relações podem admitir muitas formas, que podemos ter vários parceiros (um de cada vez, em princípio, mas vá isso sou eu que sou conservadora), desde que deixámos de ter medo de dizer à família, aos amigos e aos colegas de trabalho que o nosso casamento/qualquer outra coisa não é perfeito, fomos percebendo que não somos casos isolados. Que fazer uma relação resultar é um trabalho duro de partilha, de cedências e também de exigências mútuas. Que, ás vezes, não dá mesmo. E que ser feliz é importante. E que o reconhecimento que as coisas falharam não é vergonha nenhuma. Apesar de conhecer tantas e tantas relações que são um pavor, em que as pessoas se consomem a tentar ter aquilo que acham que deviam ter e que, por algum motivo que pensam só poder ser culpa própria, não conseguem.

Pois eu devo ser ou muito cínica ou pouco romântica ou um misto das duas. Não entro numa relação a pensar que se calhar não vai dar, mas também não entro de olhos fechados – acho que as probabilidades estão contra, e que vão acontecer problemas e discussões e chatices. Mais tarde ou mais cedo. E acho que temos dificuldade em reconhecer esta simples realidade como se fosse uma espécie de superstição: se entrarmos a achar que não vai resultar, o mais certo é que não resulte, pensamos. Por isso lá nos forçamos a acreditar que vai tudo ser um mar de rosas, até ao dia em que deixar de o ser.

O «a ver se dá» encaro-o como mais uma fase. Nunca ouviram uma avozinha a dizer que na altura dela se namorava à janela – essencialmente as pessoas nem se conheciam. Talvez o nosso problema seja andarmos demasiado tempo a ver se dá, demasiado tempo perdido em busca da pessoa perfeita (que não existe). Demasiado tempo a fazer as coisas da forma certa, convencidos de que sabemos qual é a forma certa, os passos a dar e quando dá-los…

Sempre fui muito selectiva nas minhas relações. Achei desde sempre que envolver-me com alguém só sentisse alguma coisa por essa pessoa. Sempre percebi que essa não era a forma como a minha geração (pelo menos grande parte dela) encarava a coisa, sobretudo durante a adolescência. Aos 16 anos experimentava-se o que havia à mão. A ver se dava. E se não desse não havia espiga. O próximo estava ali à esquina e as pessoas com trinta anos eram terrivelmente velhas. Eu costumava achar esse saltitar uma coisa terrível. Não me cabia na cabeça. Agora estou essencialmente nas tintas para a forma como o vizinho do lado vive, come, veste, tem sexo ou não tem. Ou esforço-me por isso – ui… que ainda me foge tantas vezes a língua para o corte e costura!

Hoje que somos todos adultos não vejo realmente porque não ver se dá. Acho menos perigoso agora que dantes. Se duas pessoas adultas, maiores e vacinadas, tão conscientes do que fazem quanto pode ser possível, decidem que querem ver se dá, isso não significa que não se gostam ou que não estão a ser honestas uma com a outra. Estão ainda assim a assumir um compromisso, mas sabem que pode não dar. Esperam que não aconteça mas reconhecem a possibilidade. E que não vem mal ao mundo se isso acontecer.

05 maio 2008

Prémios do programa Prós e Contras da semana passada

(imprevistos obrigaram-me a adiar este post)

Prémio ‘mas que magnânimos que nós somos’ vai para:

- o Senhor Comendador, presidente da ARESP (ou algo similar)
«Estamos dispostos a passar todos os contratos a prazo para contratos sem termo certo se os despedimentos forem liberalizados!»

Prémio ‘vamos masé criar legislação que proteja quem tem a faca e o queijo na mão, que isso sim, faz sentido’ vai para:

- um senhor do qual não me recordo o nome, presidente duma associação empresarial dum ramo de que não me lembro
«os trabalhadores são adultos, responsáveis e conscientes por isso não precisam de legislação que os proteja!»

Prémio ‘pelo menos esta é verdade’*

- exmo. Sr. Ministro do Trabalho e Solidariedade Social
«o Estado vai acabar com os recibos verdes»

* parece que saiu e está já em vigor uma lei (12/2008 para quem interessar) que impossibilita a administração pública de efectuar contratos de prestação de serviços com cidadãos individuais por isso, sim, o Estado é amigo e vai acabar com os recibos verdes. E, pelo caminho, vai contratar as empresas das pessoas certas que vão cobrar mais ao Estado (e a todos nós) para fazer o mesmo trabalho e subcontratar, a recibos verdes claro está, malta como eu e outros totós, de preferência pagando ainda menos do que agora recebemos...