Bem sei que tenho andado desaparecida… sou, infelizmente, uma daquelas pessoas absolutamente chatas que só se dá bem com rotinas repetidas à exaustão. Qualquer mudançazinha no meu quotidiano afecta-me gravemente o pouco juízo que ainda (já?) tenho e obriga-me a um esforço enorme para levantar da caminha e montar uma rotina nova.
Pois mudei de emprego (emprego ahahahhahha)… vá, mudei de trabalho. Já lá vão mais de dois meses e acho que sim, que já estou acomodada no meu lugar.
E agora? De que escrever? Parece que na ordem do dia está o «novo» acordo ortográfico. Já ouço falar do dito há uns bons anitos. Pelos vistos estão a dar-lhe o empurrão final. Correndo o risco de passar por velho do Restelo, para quê senhores??? Para quê? Gostava honestamente de conhecer o conteúdo do mesmo. Porque se é para nos limitarmos a sacar de uns cês e de uns pês que estão em sítios estranhos para o resto da malta, bom… não creio que seja por aí que nos vamos entender melhor. Eu proponho exportar as novelas dos canais nacionais para o Brasil. Só tem vantagens: engorda as exportações, dá a conhecer a cultura lusa, divulga os nossos produtos e fomenta o turismo. E assim, também eles vão aprender como nós, à custa de muita pestana queimada em frente à televisão a ver a Tieta do Agreste e o Roque Santeiro, o que querem dizer palavras como ônibus ou time ou lanchonete, e tantas, tantas outras. Bom, vá, nos primeiros anos a coisa teria que ser legendada e isso poderia dificultar a aceitação do produto. E serem chatas, previsíveis e basicamente todas iguais também é capaz de ser tramado… mas não me ocorre nada melhor e não me apetece deixar de escrever como aprendi! Prontos!
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1 comentário:
Terminaste em grande... Passei por cá porque o dia acabou e não te liguei para celebrar a efeméride, eu sei mea culpa. E aqui ficam os meus mais sinceros parabéns, o certo é que não estamos numa idade fácil... Por outro lado e após o agrado de te ver de volta por estas andanças, cá deixo a minha contra-proposta ao velho do Restelo, eu ainda não tenho a minha opinião bem formada quanto ao acordo ortográfico, porque, não o conheço na íntegra, e se sim, me faz confusão passar a escrever fatura (ou será fátura), em vez de factura, por outro lado, sei que não escrevemos como Eça ou Camões o fizeram... Se isto for para a frente, já nem Cadilhe escreve como Pessoa. engraçado como mais facilmente aceitamos Bué no dicionário... Ainda sei o truque da pataca para bodega, com certeza inventarão outros para os próximos. Mais difícil que soltar as mudas é sem dúvida enfrentar miúdos com 12 anos a dizerem que nada percebem de contos, escudos, e mil réis? Beijos
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